O procurador-geral de Justiça do Paraná, Olympio de Sá Sotto Maior Neto, informou hoje ter instaurado inquérito civil para investigar suspeitas de que o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Nelson Justus (DEM), teria praticado atos ilícitos. Entre as denúncias feitas pelo jornal Gazeta do Povo e pela TV Paranaense estão a de que ele participava de uma rede de apoio político que tinha como base a nomeação de pessoas para cargos comissionados.

Segundo a reportagem do jornal e da TV, muitas dessas nomeações eram publicadas em atos secretos, dificultando a fiscalização. A primeira medida foi a requisição de cópia dos atos de nomeação e de exoneração, dos contracheques e das fichas funcionais dos servidores lotados no gabinete da presidência da Casa.

Partidos políticos, como o PPS e o PV, além da seccional paranaense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), já pediram o afastamento de Justus da presidência da Casa enquanto as investigações estiverem sendo realizadas. Hoje, não houve sessão na Assembleia e Justus não foi encontrado.

A diretoria de Comunicação da Assembleia divulgou apenas uma nota em que diz que desde janeiro de 2007 a Mesa Diretora iniciou um processo de transparência. Afirmou, ainda, que a Mesa determinou imediata apuração dos fatos denunciados, por meio de uma comissão de sindicância, e que está colaborando com a investigação do Ministério Público (MP). "A atual Mesa Diretora da Assembleia Legislativa não medirá esforços para que todas as denúncias sejam devidamente apuradas."

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.