Justiça suspende eleição da Mesa da Assembleia de AL

O Tribunal de Justiça de Alagoas suspendeu a eleição para a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Alagoas, que estava marcada para a tarde de hoje. A decisão do desembargador Pedro Augusto Mendonça foi comunicada ao presidente em exercício, o deputado Fernando Toledo (PSDB).

Agência Estado |

Segundo o desembargador, até que esteja garantido o retorno dos seis deputados suplentes, afastados ontem por decisão de Toledo, a eleição para o comando da casa estará suspensa.

Foram afastados dos mandatos os suplentes Jefferson Moraes (DEM), Manoel Sant'Anna (PTB), Hélio Silva (PTB), Hildon Fidélis (PTB), George Clemente (PSB) e o pastor João Carlos (PTB). Eles substituíram os deputados estaduais afastados Antônio Albuquerque (sem partido), Arthur Lira (PMN), Cícero Ferro (PMN), Isnaldo Bulhões (PMN), Nelito Gomes de Barros (PMN) e João Beltrão (PMN). "Determino a suspensão da eleição destinada aos cargos da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa Estadual, bem como das comissões que constituem a Casa legislativa, até que esteja efetivamente regularizada a situação dos deputados suplentes, restabelecendo-se os efeitos da decisão liminar anteriormente proferida", diz um trecho da decisão do desembargador.

Com a volta dos suplentes, os deputados titulares indiciados pela Polícia Federal na Operação Taturana - acusados de participação no desvio de R$ 280 milhões dos cofres do Legislativo - vão continuar afastados de seus mandatos. Dos 27 deputados estaduais de Alagoas eleitos para esta legislatura, pelo menos 15 foram indiciados pela PF na Operação Taturana. Desses, 12 foram afastados dos cargos e um deles teve o mandato cassado - Antônio Hollanda Júnior (PTdoB) - pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), acusado de fraude eleitoral.

Um outro indiciado, o ex-deputado Cícero Amélio, renunciou ao mandato para assumir o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado. Com a ida de Amélio para o TCE, a denúncia contra ele e os demais indiciados na Operação Taturana teve que ser feita no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

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