Justiça suspende ação penal contra Lindemberg Alves

SÃO PAULO - O juiz Pedro Luiz Aguirre Menin, da 16ª Câmara de Direito Criminal, concedeu hoje uma liminar suspendendo a ação penal contra Lindemberg Alves Fernandes, de 22 anos. A decisão barrará o andamento do processo até a análise final do habeas-corpus, ajuizado pelos advogados Edson Pereira Belo da Silva e Ana Lúcia Assad.

Redação com Agência Estado |

A defesa de Alves alega que houve cerceamento de defesa no julgamento, do último dia 8, no qual o juiz José Carlos de França Carvalho Neto, da Vara do Júri e Execuções Criminais de Santo André, determinou que ele seja levado a júri popular pela morte de sua ex-namorada, Eloá Cristina Pimentel, em outubro de 2008.

A intenção dos advogados é que a Justiça anule essa decisão, solicitação feita no mérito do habeas-corpus. Segundo o despacho de Menin, Silva e Ana contestam o indeferimento do pedido para que dois policiais que participaram da invasão ao apartamento em Santo André, no ABC paulista, fossem ouvidos no julgamento. Além disso, alegam que a Defensoria Pública não teve possibilidade de analisar degravações e o laudo da restituição do crime. Por esses motivos, requerem o "correto interrogatório do réu".

Entenda o caso

O sequestro começou na segunda-feira, dia 13 de outubro, em Santo André (SP). Lindemberg invadiu o apartamento de Eloá por volta das 13h30, por estar inconformado com o fim do relacionamento com a estudante.

No dia seguinte, ele libertou a amiga da ex-namorada, Nayara, que foi rendida novamente na manhã de quinta-feira (16). Seu retorno foi pedido pelo sequestrador como condição para a libertação de Eloá, mas, quando a menina entrou no apartamento, se tornou refém de novo.

Pouco antes do desfecho do sequestro, a equipe do Batalhão de Choque da PM estava posicionada no apartamento ao lado onde estavam Lindembergue e as reféns. De acordo com a polícia,  na sexta-feira (17), os agentes decidiram invadir o apartamento após ouvirem um disparo.

Os policiais arrombaram a porta do apartamento e explodiram uma bomba de efeito moral. Segundo o coronel Eduardo José Félix, comandante do Batalhão de Choque da Polícia Militar, neste momento a equipe ouviu três disparos vindos de dentro do apartamento.

Ao invadirem o local, exatamente às 18h08, os policiais encontraram o sequestrador de pé, entre a sala e a cozinha. Eloá estava caída baleada na cabeça e Nayara estava com um ferimento na boca.

A primeira a sair do apartamento foi Nayara, que saiu caminhando e foi colocada numa ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Lindembergue foi levado para uma viatura da Força Tática. A ex-namorada de Lindembergue saiu carregada por um policial e foi levada numa maca até a ambulância do Samu. 

Veja a retrospectiva do caso:

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