Justiça suíça aprova libertação de Polanski sob fiança

O Tribunal Penal de Bellinzone, sul da Suíça, ordenou a libertação sob fiança de Roman Polanski, anunciou nesta quarta-feira à AFP um porta-voz do Ministério da Justiça, destacando, no entanto, que está sendo examinada a possibilidade de um recurso contra a decisão.

AFP |

"O Tribunal Penal Federal ordenou a libertação de Polanski", confirmou Folco Galli, porta-voz do Departamento (Ministério) da Justiça, explicando que nossos altos funcionários vão "decidir logo se acatamos a libertação de Polanski ou se recorremos ao Tribunal Supremo (de Lausanne, a máxima instância judicial da Suíça) contra esta decisão", acrescentou.

George Kiejman, um dos advogados do diretor de cinema, se disse "muito feliz" com a sentença. "Isso me parece natural, e é um grande motivo de satisfação", acrescentou.

De acordo com o advogado, Polanski "vai tomar conhecimento da fiança pedida pela justiça suíça e deverá em seguida ficar em prisão domiciliar em Gstaad, onde possui um chalé". Há informações de que o montante poderá chegar a 3 milhões de euros.

Os advogados do cineasta entraram no dia 3 de novembro com um recurso contra a decisão judicial de rejeitar por duas vezes a libertação de Polanski alegando "altas probabilidades de fuga".

Roman Polanski, premiado com o Oscar do melhor diretor (2003) e a Palma de Ouro do Festival de Cannes (2002) pelo filme "O Pianista", é procurado pela justiça americana por ter mantido relações sexuais com uma menor de 13 anos em 1977.

O cineasta, de 76 anos, já havia oferecido seu chalé de Gstaad como pagamento da fiança, mas a proposta fora recusada por não corresponder aos critérios legais.

Segundo fontes judiciais americanas, o advogado do diretor de cinema franco-polonês vão pedir a absolvição de seu cliente em 10 de dezembro numa corte de apelações de Los Angeles (Califórnia, oeste dos EUA).

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