A Justiça Federal recebeu hoje a terceira denúncia do Ministério Público Federal (MPF) de Alagoas contra 12 envolvidos no desvio de recursos federais destinados a obras públicas em cidades alagoanas. Destes, cinco foram presos em novembro, durante a Operação Carranca.

O grupo denunciado seria liderado pelo empresário da construção civil Ronaldo Lacerda, apontado como o maior beneficiário dos desvios de recursos públicos. Recebida a denúncia os acusados passam da condição de investigados à de réus.

Segundo a acusação, entre 2002 e 2007, Lacerda associou-se, de maneira "estável" e "organizada", a Riccelly Farias de Lacerda, José Maris Assis de Lima, Eurípedes Marinhos dos Santos, Geraldo Monteiro de Carvalho e Rosinete Barbosa de Oliveira para a prática de crimes contra a administração pública ligados a licitações e contratos de obras públicas. Nos autos, foram juntadas provas de crimes ocorridos em Mata Grande, São Luiz do Quitunde, Murici, Batalha, Chã Preta e Matriz do Camaragibe.

Também foram denunciados e responderão à terceira ação penal relacionada à operação o engenheiro civil Ederaldo José Santos de Araújo Barros, Solange Moura Patriota Santos, Ricardo Gonzaga de Oliveira, Antonio Matias de Oliveira, Nelson Tenório de Oliveira Sobrinho e Carlos Jorge Uchôa Sampaio. Os "serviços" prestados por eles seriam usados de forma mais esporádica pelo esquema criminoso.

Na denúncia, os procuradores da República Rodrigo Tenório e Daniel Ricken afirmam que Ronaldo Lacerda é sócio de uma empreiteira, mas controla efetivamente outras três. Diversos documentos apreendidos pela Polícia Federal (PF) ao cumprir mandados de busca determinados pela Justiça teriam comprovado esses vínculos. Um deles é uma pasta de comunicação interna encontrada na empresa de Ronaldo Lacerda, com informações sobre notas fiscais emitidas por outra empresa da qual, oficialmente, não era sócio e que, nas licitações, era a principal "concorrente" dele.

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