Justiça prorroga por mais 60 dias conclusão das investigações de dossiê

BRASÍLIA - O juiz Federal, José Airton de Aguiar Portela, acatou nesta quinta-feira o pedido da Polícia Federal de Brasília e decidiu prorrogar por mais sessenta dias o prazo para conclusão das investigações do suposto dossiê elaborado pela Casa Civil sobre os gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) com cartões corporativos. O prazo inicial para as investigações terminou nesta quarta-feira.

Carollina Andrade - Último Segundo/Santafé Idéias |

O argumento apresentado pelo delegado responsável pelo inquérito, Sérgio Menezes, é de que faltam elementos cruciais para o término dos trabalhos. Segundo a PF, a análise dos computadores apreendidos na Casa Civil, no dia 14 de abril, ainda não foram concluídas e os depoimentos com funcionários estão em andamento.

Casa Civil

No último dia 24, a Casa Civil prorrogou por mais trinta dias a sindicância aberta pela ministra da pasta, Dilma Rousseff, no último dia 25 de março, para apurar o vazamento de dados sigilosos usados na elaboração de um suposto dossiê. A portaria que estende a investigação até o dia 26 de maio foi assinada pela secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Guerra.

Depoimento

Convidada para falar sobre o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Dilma respondeu há mais de nove horas perguntas da oposição sobre uma suposta participação na confecção de um dossiê com os gastos do ex-presidente FHC com cartões corporativos.

Durante o depoimento, Dilma voltou a negar a existência de um dossiê com gastos do ex-presidente FHC e afirmou que o que existe é um banco de dados com registro de despesas com o suprimento de fundos e com cartões corporativos. Ela classificou como "indevido" o vazamento dos dados e reiterou que a Polícia Federal investiga o assunto.

Ela também defendeu a divulgação dos gastos de ex-presidentes da República passado um período após o fim do mandato. "Não vejo nenhum problema de divulgar a partir de um momento dados que antes eram sigilosos. Mas isso não depende de mim. Eu defendo que, com a passagem do tempo, já que não compromete mais, que eles (gastos) sejam divulgados", afirmou a ministra.

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