Justiça nega pedido para soltar filho da governadora do Rio Grande do Norte

BRASÍLIA - O Tribunal Regional Federal da 5ª Região, que abrange os Estados da Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte, negou habeas-corpus para o filho da governadora Wilma de Faria (PSB), o empresário Lauro Maia, suspeito de fazer parte de um susposto esquema de fraudes em licitações.

Agência Brasil |

Das das 13 pessoas presas ontem (13) pela Polícia Federal no Rio Grande do Norte, quatro foram liberadas depois de prestar depoimento. Lauro Maia continua preso com mais oito suspeitos. O Tribunal atendeu parcialmente o pedido feito pelo advogado de Lauro Maia, Erick Pereira, fixando prazo de cinco dias para a prisão temporária.

Dessa forma, se a PF não pedir prorrogação do prazo da temporária, o filho da governadora será solto no máximo na próxima terça-feira (17). De acordo com Pereira, Lauro se encontra preso na mesma cela que os outros acusados de fazer parte do suposto esquema de fraude em licitações, desmantelado pela PF na Operação Hígia.

Isso não faz sentido. O motivo alegado para a prisão de todos os suspeitos era que eles não se reunissem. Mas eles estão presos na mesma cela, questionou o advogado.

Ontem e hoje, a PF ouviu os depoimentos de Jane Alves de Oliveira, ex-candidata a a vereadora em Natal; do empresário Mauro Bezerra, dono da empresa Líder; de Luciano de Souza, funcionário da Líder; de Andreson Miguel da Silva, da empresa AIG; de Francenildo Rodrigues Castro;  funcionário da Procuradoria-Geral do Estado, e de Marco Antônio França.

Jane Alves, Anderson Miguel, Francenildo e Marco Antônio foram liberados. Bezerra e Luciano continuaram presos mesmo depois de ser ouvidos.

Também continuam presos, ainda sem prestar depoimento, Maria Eleonora Lopes de Albuquerque Castim, mulher do secretário estadual de Segurança Pública e diretora financeira da Secretaria de Saúde do estado; a procuradora estadual, Rosa Maria Figueiredo; o secretário-adjunto de Esportes, João Henrique Alves Lins Bahia; o empresário Hebert Florentino Gabriel, do grupo Envipoll; Francisco Alves Júnior, da EST Engenharia; e Ulisses Fernandes Barros.

Hoje, parentes e advogados foram até a Superintendência da PF em Natal para visitar os suspeitos. O secretário estadual de Segurança Pública e Defesa Social, Carlos Castim, visitou a mulher.

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