Justiça nega liberdade a mulher suspeita de ter assassinado boxeador canadense

RECIFE ¿ O Tribunal de Justiça de Pernambuco negou na manhã desta sexta-feira o pedido de relaxamento da prisão preventiva de Amanda Carine Barbosa Rodrigues, de 23 anos. Ela é principal suspeita de ter enforcado o marido e boxeador canadense Arturo Gatti, 37, no último sábado (11), em um flat em Porto de Galinhas, no litoral sul de Pernambuco.

Redação |

Com a convicção de que os indícios de autoria são por demais fortes em face da indiciada, a sua liberdade afronta o conceito da garantia da ordem pública, além de por em risco o bom andamento da instrução criminal, declarou a juíza Ildete Veríssimo, da 1ª Vara Criminal de Ipojuca, em sua decisão. Por exigência da ordem pública e garantia do bom andamento da instrução criminal indefiro o pedido de liberdade provisória formulado, completou.

Também na manhã desta sexta-feira, Amanda Carine foi encaminhada para a delegacia de Ipojuca, onde presta depoimento ao delegado Paulo Alberes. A suspeita deixou a Colônia Penal Feminina do Recife, onde está detida, por volta das 9h30, acompanhada por policiais e agentes penitenciários, segundo informou a Secretaria de Ressocialização de Pernambuco.

O crime

Arturo Gatti foi encontrado morto na manhã de sábado (11), em um flat alugado em Porto de Galinhas, no litoral sul de Pernambuco. A vítima tinha um corte de faca na parte de trás da cabeça, hematomas num braço e marcas no pescoço. No quarto, foi encontrada uma alça de bolsa manchada de sangue e uma faca.

Em seu depoimento à polícia, Amanda relatou que acordou às 6h e chamou pelo boxeador, mas ele aparentou estar dormindo. Por volta das 9h, ela teria tocado nele e percebido que o marido estava morto.

De acordo com a polícia, o depoimento da mulher do atleta teria apresentado contradições. Ela teria dito que uma terceira pessoa havia entrado no quarto, mas a hipótese foi descartada nas investigações. Segundo o delegado Moisés Teixeira, a porta do quarto exige um cartão magnético para ser acessada e que não houve arrombamento.

Amanda contou ainda à polícia que, na noite anterior ao crime, ela, o marido e o filho de dez meses foram a um bar, onde o casal bebeu vinho e cerveja. No retorno para o flat, o boxeador e a mulher discutiram e o canadense teria empurrado-a, causando ferimentos no queixo e no cotovelo. Amanda disse que o marido era agressivo quando bebia.

Para a polícia, a mulher do boxeador apresentou inconstâncias em seu relato e a indiciou por homicídio qualificado. Se for condenada, a pena para a mulher do atleta canadense pode variar de seis a 12 anos de prisão. Para a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, o crime tem os agravantes de ter sido cometido por motivo fútil e enquanto a vítima estava dormindo, não dando a ela condições de defesa.

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