Justiça mantém prisão de réu do mensalão pego com euros não declarados

SÃO PAULO - A Justiça Federal de Guarulhos decidiu manter preso provisoriamente Enivaldo Quadrado, o réu do processo do mensalão que foi preso em flagrante, no aeroporto de Cumbica, no último 6 de dezembro, com ¿ 361.445 não declarados em espécie escondidos em suas meias e em sua cueca. A decisão foi a favor do Ministério Público Federal (MPF), em Guarulhos, que era contra o pedido de liberdade provisória feito pelo advogado de Quadrado.

Redação |

Segundo informou a assessoria do MPF, o ministério considera o fato de Quadrado responder por ação penal relativa ao envolvimento com o mensalão como suficiente para a manutenção da prisão.

Quadrado foi preso em flagrante com o valor equivalente a  R$ 1,16 milhão em suas meias, sob a cintura, dentro de uma pasta de mão e em sua cueca. 

Segundo o MPF, ao preencher a ficha distribuída pela Receita em vôos internacionais, ele disse que não portava moeda estrangeira em valor acima de R$ 10 mil. Quando a quantia for superior, deve ser declarada, segundo a lei brasileira. Ao ser flagrada a mentira, a Polícia Federal (PF) o prendeu em flagrante por falsidade ideológica.

Através dos fatos apurados, verifica-se que o agente não deixou de praticar crimes; pelo contrário, fez do crime um meio de vida, sendo a prisão necessária para manter a ordem pública e para evitar que Quadrado pratique novos crimes, disse o procurador da República, Steven Shuniti Zwicker, autor da manifestação do MPF.

Os advogados de Quadrado alegam que ele não teria cometido o crime de falsidade ideológica, mas sim de sonegação fiscal. Porém, o procurador do MPF rebate que os dois crimes são independentes e reitera que o modo de agir de Quadrado mostra total desconsideração pelas autoridades brasileiras.

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