O desembargador do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª região, em Brasília, Olinto Menezes, concedeu liberdade aos irmãos Valdebran e Waldemir Padilha ontem. Os dois são acusados de participar de um suposto esquema de desvio de dinheiro e fraudes em licitações na Fundação Nacional da Saúde (Funasa) e nos Ministérios da Saúde e das Cidades que pode chegar a R$ 200 milhões.

Eles foram presos durante a operação Hygeia desencadeada pela PF no dia 7 de abril. Ao deixarem a prisão, os dois afirmaram que as denúncias contra eles são de cunho político.

Também ganharam liberdade os integrantes do diretório regional do PMDB/MT, o tesoureiro Carlos Miranda, o secretário geral Rafael Bastos, e o assessor parlamentar e sobrinho do deputado federal Carlos Bezerra, José Luiz Gomes Bezerra.

Valdebran Padilha ficou conhecido quando tentou vender um dossiê tucano em 2006. Ele é empreiteiro e engenheiro eletricista e no meio empresarial mato-grossense é conhecido como "articulador de emendas".

As 36 pessoas presas na operação Hygeia foram indiciadas pela Polícia Federal e responderão por crimes que vão desde formação de quadrilha, estelionato, fraude em licitação, apropriação indébita, lavagem de dinheiro, peculato, corrupção ativa e passiva a prevaricação.

Oito acusados ainda continuam presos, entre eles o coordenador da Funasa, Marco Sthanerlin, três ex-coordenadores e os presidentes das Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscips) Creatio e Idheas.

A Polícia Federal já indiciou 46 pessoas. Segundo a assessoria da PF, não há previsão para o encerramento das investigações.

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