Justiça julgará novamente acusados de assassinar a missionária Dorothy Stang

Em sessão realizada na manhã desta terça-feira, a 1ª Câmara Criminal Isolada do Tribunal de Justiça do Pará (TJ-PA) anulou o julgamento que absolveu, em 2008, o fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, o ¿Bida¿, acusado de mandar matar a missionária Dorothy Stang. Também foi invalidado o julgamento que condenou a 28 anos de prisão o executor do crime, Rayfran das Neves Sales, pois o Tribunal diz que sua pena pode ser maior. Dorothy Stang foi assassinada em Anapu, no Pará, em 12 de fevereiro de 2005.

Redação |

AP
Dorothy Stang foi morta no Pará em 2005
O fazendeiro Bida deve ser preso novamente, até que seja realizado
um novo julgamento. Entre outros argumentos, o Ministério Público do Pará (MP-PA) diz que a prova apresentada pela defesa do suposto mandante do crime não é válida: o vídeo em que Amair Feijoli da Cunha, o Tato, aparece inocentando o fazendeiro foi anexado de forma ilegal aos documentos do processo, sem o conhecimento do juiz do caso e do MP-PA.

Neste vídeo, "Tato" aparece dizendo que matou Dorothy por razões próprias e não a mando de "Bida". Na época, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, chegou a criticar a absolvição do fazendeiro e avaliou como uma "mancha" na reputação do Brasil no exterior essa decisão.

O MP-PA também diz que no julgamento de Rayfran, que teria executado Dorothy, os jurados do caso não levaram em conta que ele teria cometido o crime em troca de recompensa.  A acusação diz que Rayfran executou a freira porque receberia R$ 50 mil, dinheiro prometido por Bida e por Regivaldo Pereira Galvão, conhecido como Taradão, outro fazendeiro envolvido no crime e que segue solto.

Segundo o MP, se esse agravante tivesse sido reconhecido, Rayfran teria recebido uma sentença superior aos 28 anos de prisão.

No Brasil desde 1966, a missionária americana trabalhava com lideranças rurais, políticas e religiosas em busca de soluções para os conflitos relacionados à posse e exploração de terras na Região Amazônica.

*Com informações da Agência Estado


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