Justiça inicia julgamento sobre fraudes no Detran do RS

A Justiça Federal começou a ouvir hoje as testemunhas de acusação do caso Detran-RS, em Porto Alegre. O processo foi aberto no ano passado, depois de investigação da Polícia Federal e denúncia do Ministério Público Federal, e vai julgar 33 pessoas acusadas de participação na fraude que desviou R$ 44 milhões da autarquia gaúcha, por superfaturamento de serviços, entre 2003 e 2007.

Agência Estado |

Na primeira audiência, a procuradora-geral do Estado, Eliana Graeff Martins, negou ter sido pressionada a dar um parecer sobre a troca da Fundação de Apoio à Tecnologia e Ciência (Fatec) pela Fundação Educacional e Cultural para o Desenvolvimento e o Aperfeiçoamento da Educação e da Cultura (Fundae) como fornecedora dos serviços de elaboração e aplicação de testes para a concessão da carteira de motorista no Estado.

A substituição, feita no início de 2007, beneficiou um dos grupos participantes da fraude. A procuradora admitiu apenas que recebeu um pedido do então diretor-presidente do Detran, Flávio Vaz Netto, para analisar o caso com urgência, porque a autarquia não poderia prescindir dos serviços de elaboração e aplicação dos testes.

A sessão teve outros dois depoimentos. Vanessa Gomes, ex-funcionária da Pensant, subcontratada da Fatec e da Fundae, disse que não tinha acesso às informações que chegavam aos diretores da empresa de consultoria. E Cristiano Machado, funcionário do Detran, contou ter sido orientado a antecipar pagamento de faturas dos contratos do Detran para a Pensant.

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