Justiça implanta máquina de cartão para pagamento de processos

Com projeto, dívidas judiciais podem ser pagas através de meios eletrônicos. Medida visa incentivar conciliações

iG São Paulo |

A Justiça brasileira começa a implantar, nas salas de audiência, máquinas de cartão de débito e crédito. O projeto, desenvolvido pela Corregedoria Nacional, tem como objetivo auxiliar os Tribunais Regionais do Trabalho (TRTs) e os Tribunais de Justiça (TJs) a incentivar as conciliações durante as audiências.

Segundo o órgão, a implantação permite a utilização dos meios eletrônicos de pagamento no Poder Judiciário, tem custo zero e abrevia em muitos meses o processo de execução. A ideia é fazer com que o devedor possa parcelar o valor devido durante uma audiência de conciliação, e garantir ao credor o recebimento desse valor, já que quem efetuará o pagamento é a administradora do cartão de crédito.

A primeira etapa do projeto piloto será desenvolvida no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 8ª Região, no Pará, que solicitou o apoio do Conselho Nacional de Justiça na implantação das máquinas. No início, o projeto será colocado em prática na Justiça do Trabalho, mas, em breve, será estendido a todo o Judiciário, inclusive os Juizados Especiais.

Ao menos outros cinco tribunais demonstraram interesse no projeto: Tribunal regional do Trabalho (TRT) de Minas Gerais, TRT do Rio de Janeiro, TRT de Alagoas, TRT de Pernambuco e TRT do Paraná. A Caixa Econômica Federal será parceira do Judiciário desde a implantação do projeto.

De acordo com o juiz auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça Marlos Augusto Melek, que está à frente do projeto, o uso das máquinas aumenta as variáveis da operação, que é muito simples, e deve reduzir drasticamente o número de fraudes. O juiz pretende estender o projeto aos Juizados Especiais e Varas de Família. "É uma forma de o Judiciário se atualizar, abreviar os processos tornando-os mais baratos, diminuindo logística e complexidade, viabilizando execuções, e prevenindo recursos por outros incidentes processuais, além de prevenir, ainda, fraudes nos pagamentos", diz o juiz Marlos Melek.

    Leia tudo sobre: dividajustiçabrasilpagamentoprocesso

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG