Justiça Federal em São Paulo condena Abadía a 30 anos de prisão

SÃO PAULO (Reuters) - A Justiça Federal em São Paulo condenou nesta terça-feira o narcotraficante colombiano Juan Carlos Ramirez Abadía a 30 anos de prisão e a pagar uma multa superior a 4,3 milhões de reais. A pena servirá como base para os procedimentos legais contra o criminoso no exterior. No entanto, Abadía pode ser extraditado para os Estados Unidos antes do cumprimento da sentença proferida pelo juiz Fausto de Sanctis.

Reuters |

'A permanência do acusado não é algo desejável até pelo que representa, mas o país deve ter capacidade de punir (inclusive) quem adentrou em seu território', afirmou o juiz no texto.

A decisão sobre a extradição de Abadía cabe ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o que deve ser definido nas próximas semanas.

Abadía, também conhecido como 'Chupeta', foi condenado nesta terça por formação de quadrilha, corrupção ativa, uso de documento falso, falsificação de documento público e lavagem de dinheiro decorrente do tráfico.

A esposa do traficante, Yessica Paola Rojas Morales, foi condenada a 11 anos e seis meses de prisão e a pagar multa de 1,3 milhão de reais, de acordo com o despacho do juiz, ao qual a Reuters teve acesso.

O magistrado afirma no texto que o colombiano, assim como três dos seus comparsas, não merece o benefício da delação premiada, o que poderia reduzir sua pena. De acordo com o juiz, a condenação de Abadía não deverá ser atenuada nos EUA.

No início do mês, o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a extradição de Abadía sob a condição de que ele não seja condenado à pena de morte.

O colombiano foi preso em Barueri (SP), em agosto. Do local, ele chefiava um grupo narcotraficante multibilionário, com alcance global. Nos EUA ele é acusado de tráfico de drogas e de encomendar o assassinato de 15 pessoas.

(Reportagem de Maurício Savarese)

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