Justiça embarga construção de quatro torres no RJ

A Justiça embargou, no fim da noite de ontem, a construção de quatro torres de escritórios no centro do Rio. A suspeita é de que a obra teria provocado abalos em imóveis vizinhos.

Agência Estado |

Na madrugada de quinta-feira, um edifício afastou-se cerca de cinco centímetros do prédio vizinho. A Igreja de Santo Antônio dos Pobres também foi afetada.

O pedido de embargo da obra foi feito pelos moradores do edifício que permanece interditado. A liminar foi concedida pelo Tribunal de Justiça do Rio. "Considerando o risco que o condomínio autor vem sofrendo com a obra, no abalo de sua estrutura, necessária se faz a suspensão temporária da obra até que o local seja inspecionado por um perito judicial imparcial", diz o despacho judicial.

Em caso de descumprimento da decisão, a empresa responsável pelas obras deverá pagar R$ 1 milhão de multa diária. A construtora vai recorrer da liminar, por entender que não há ligação entre a obra e os problemas ocorridos. A construção das torres ocupa uma área de 187 mil metros quadrados. Para construir seis andares de garagem subterrânea, foi cavado um buraco de 22 metros de profundidade, que encheu com a água das chuvas.

De acordo com vistoria do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea), durante o processo para bombear a água do buraco, partículas do solo foram removidas, o que teria afetado a fundação de prédios vizinhos. Na quinta-feira, oito imóveis chegaram a ser interditados. Seis foram liberados. Cinquenta famílias do edifício afetado ainda estão impedidas de voltar para casa.

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