Justiça divide processo contra Lindemberg e pai de Eloá, diz advogado

SÃO PAULO - O advogado José Beraldo, que defende o pai de Eloá Pimentel, o ex-cabo da Polícia Militar Everaldo Pereira dos Santos, chegou por volta das 10h, desta quinta-feira, ao Fórum de Santo André onde acontece a 1ª audiência sobre a morte de Eloá.

Amanda Demetrio - Último Segundo |



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A jovem foi assassinada após ser mantida por mais de 100 horas refém pelo ex-namorado Lindemberg Alves, de 22 anos. O rapaz também deve prestar depoimento ainda nesta quinta-feira ao juíz José Carlos de França Carvalho Neto. A defesa de Lindemberg, que chegou às 8h30 ao local, porém, não sabe ainda se ele falará sobre o crime ou permanecerá em silêncio.

Em conversa com a imprensa, Beraldo disse que o processo ao qual responde o seu cliente foi separado do caso que envolve a morte de Eloá. "Eu tinha o receio de que ele fosse julgado com Lindemberg", afirmou. Santos, que está foragido, responde por falsidade ideológica e porte ilegal de arma.

Com a morte da filha, a polícia de Alagoas reconheceu o ex-PM que estava sendo procurado sob acusação de assassinar a ex-mulher Marta Lúcia Pereira. Segundo Claudilene e Rita de Cássia, irmãs de Marta, a motivação para o homicídio teria sido "queima de arquivo".

Marta teria descoberto que o ex-cabo era integrante da gangue fardada e tinha ido se encontrar com ele para por um fim ao relacionamento, dias antes de desaparecer e ser encontrada morta.
"Após descobrir que o Everaldo era criminoso e que tinha um caso com a mãe da Eloá, a Marta pediu o divórcio. Quinze dias depois minha irmã foi encontrada degolada em um canavial no município do Pilar", revelou Claudilene na época.

Em Santo André, Santos usava o nome de Aldo José da Silva. Segundo seu advogado, o ex-policial é inocente e se apresentava com outro nome "para se preservar e preservar a família". Beraldo disse ainda que Santos espera sair um habeas corpus preventivo para se apresentar à polícia.

Beraldo negou também que a espingarda calibre 22 encontrada no apartamento em que Eloá foi feita refém pertencia ao seu cliente. "Ele é mais uma vítima deste processo", afirmou, acrescentando que Santos emagreceu bastante desde a morte da filha, está "triste e depressivo".

Veja a retrospectiva do caso


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