Justiça decreta prisão preventiva de Alexandre Nardoni e Anna Jatobá

SÃO PAULO - A Justiça de São Paulo decretou, nesta quarta-feira, a prisão de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá. Com isso, o casal passa a ser considerado réu no processo que apura o assassinato de Isabella Nardoni, de 5 anos, no dia 29 de março.

Redação |

  • Defesa duvida de prisão preventiva de casal Nardoni
  • Pai e madrasta de Isabella alegam inocência na morte da menina
  • Arte: veja a versão da polícia e a versão do pai e da madrasta
  • Veja a cronologia do caso Isabella Nardoni

    O casal deve ser preso ainda nesta noite na casa do pai de Anna Jatobá, onde Alexandre e Anna Carolina estão há 29 dias. Muitos curiosos estão em frente ao edifício e as ruas próximas estão fechadas.

    O pai e a madrasta de Isabella devem ser levados para o 9º Distrito Policial (DP), no Carandiru, na zona norte, onde serão notificados oficialmente da prisão preventiva. Eles ainda passarão por exames de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) antes de serem encaminhados, possivelmente, ao 13º DP, na Casa Verde (Alexandre Nardoni) e ao 89º DP, no Morumbi, zona sul, ou 97º DP, na Vila Guarani, zona sul (Anna Carolina).

    O Tribunal de Justiça confirmou que o casal será interrogado pelo juiz Maurício Fossen, do 2º Tribunal do Júri de São Paulo, no dia 28 de maio, às 13h30.

    A denúncia do crime e o pedido de prisão  de Alexandre e Anna feito nesta terça-feira pelo promotor do Ministério Público, Francisco Cembranelli, foi aceito integralmente.

    Para ele, o juiz "foi bastante sensível" e com a prisão do casal " o andamento do processo terá maior celeridade". "Eu acredito que a sociedade brasielira vai ter uma reposta rápida", disse. Cembranelli afirmou, ainda, que se depender do MP o casal sofrerá um julgamento público.

    Sobre um possível pedido de habeas-corpus pela defesa do casal, o promotor acredita que, desta vez, a decisão do juiz seria a de não aceitar, diferentemente do que foi feito durante a prisão temporária decretada uma semana após o crime.

    Isabella Nardoni em foto de arquivo
    O casal foi denunciado por homicídio triplamente qualificado: meio cruel (agressões e asfixia), assegurar a execução ou ocultação de outro crime (decidiram jogar a vítima para esconder as agressões) e impossibilidade de defesa. Eles podem pegar de 12 a 30 anos de prisão caso seja julgados e condenados pelo crime de homicídio.

    Pela alteração da cena do crime (a tentativa de apagar as manchas de sangue), a pena varia de seis a quatro anos de detenção. Se isso ocorrer Alexandre poderá, ainda, pegar uma condenação de seis meses a um ano, a mais que a mulher, por ser pai da vítima.

    O caso

    AE
    Isabella era filha do consultor jurídico Alexandre Alves Nardoni e da bancária Ana Carolina Cunha de Oliveira. A cada 15 dias, ela visitava o pai e a madrasta Anna Carolina Jatobá.

    No sábado, dia 29 de março, a garota foi encontrada morta no jardim do prédio em que o pai mora. A polícia descartou desde o princípio a hipótese de acidente. O delegado titular do 9º Distrito Policial Carandiru, Calixto Calil Filho, declarou que Isabella foi jogada da janela do apartamento por alguém.

    O delegado destacou o fato de a tela de proteção da janela do quarto ter sido cortada e de ninguém ter dado queixa de desaparecimento de pertences no local.

    O pai teria alegado à polícia que um homem invadiu o seu apartamento. Ele e Anna Carolina afirmam ser inocentes e, por meio de cartas e em entrevista ao programa "Fantástico", da TV Globo, disseram esperar que "a justiça seja feita".

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