Mizael e o vigia Evandro Bezerra serão ouvidos pela Justiça nesta quarta-feira

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) decidiu nesta quarta-feira que o advogado e policial militar reformado Mizael Bispo de Souza e o vigia Evandro Bezerra Silva, acusados de matar a advogada Mércia Nakashima, ex-namorada de Mizael, vão responder ao processo em liberdade. O TJ-SP também deve definir hoje se eles vão a júri popular.

A sessão está prevista para começar às 13 horas no Fórum  (SP). Esta será a terceira sessão realizada, desde o início da semana.  Os acusados também serão ouvidos hoje, além do perito Renato Patoli, Wilson Aparecido e Leonardo de França, funcionário da empresa de rastreamento de veículos, que instalou o equipamento no carro de Mizael.

Principais depoimentos da audiência :

Primeiro dia

Claudia Eliane Mayume Nakashima, irmã de Mércia Nakashima, foi a primeira testemunha de acusação a ser ouvida pelo juiz Leandro Bittencourt Cano, da Vara do Júri de Guarulhos, na Grande São Paulo. O magistrado começou a ouvir, na segunda-feira, as testemunhas que podem ajudar a esclarecer o assassinato da advogada, de 28 anos.

Após Cláudia, foi a vez da testemunha Alexandre Simone Silva ser ouvida. Ele é policial e trabalha há 13 anos na divisão antisequestro. Foi ele quem fez a análise das ligações feitas por Mizael no dia em que Mércia morreu. Segundo Alexandre, a versão do acusado de que teria ficado na região de um hospital no dia do crime não é compatível com a movimentação registrada pelas ligações feitas por Mizael por um segundo celular, que não teria sido apresentado num primeiro momento, mas que a polícia diz ter sido utilizado por ele.

Irmão de Mércia, Márcio Nakashima foi o terceiro a ser ouvido nesta quarta-feira. Em depoimento que durou cerca de uma hora, ele enfatizou a "estranheza" que a atitude de Mizael causou depois do desaparecimento da irmã.

Durante a segunda-feira, outras três testemunhas foram ouvidas.

Pessoas se manifestam em frente ao Fórum de Guarulhos, na Grande São Paulo (19/10)
Futurapress
Pessoas se manifestam em frente ao Fórum de Guarulhos, na Grande São Paulo (19/10)
Segundo dia

Durante quase 3 horas, o delegado do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa, Antonio Olim, prestou depoimento no Fórum de Guarulhos, na Grande São Paulo, sobre o caso Mércia Nakashima e disse que “investigou todas as denúncias que chegaram” e que não ficou concentrado somente em Mizael Bispo de Souza, acusado de ter cometido o crime no dia 23.

Rapidamente, outras testemunhas de defesa de Mizael e Evandro também foram ouvidas durante a terça-feira.

O caso

Para o Ministério Público, Bispo matou Mércia por ciúme e por não se conformar com o término do relacionamento. Ele foi denunciado por homicídio triplamente qualificado - motivo torpe, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

Evandro Silva que teria ajudado Bispo a fugir do local do crime foi denunciado por homicídio duplamente qualificado - motivo cruel e recurso que impossibilitou defesa. "O homicídio foi causado por motivo torpe e repugnante, pelo fato da vítima ter terminado um relacionamento amoroso com o acusado. O meio cruel foi porque foram feitos disparos em partes não letais do corpo de Mércia, o que causou dor e aflição. Já o recurso que dificultou a defesa da vítima foi pela dissimulação que o acusado usou para atrair a vítima para uma encontro quando sua intenção era matá-la", afirmou o promotor Rodrigo Merli Antunes, do MP, a época da denúncia, em agosto.

Com informações da Agência Estado.

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