A Justiça Estadual condenou a 27 anos e 3 meses de prisão, em regime fechado, o falso médico Alessandro Aparecido Marques Gonçalves, de 32 anos, acusado de causar lesões graves em 19 pacientes atendidos por ele entre agosto de 2005 e janeiro de 2006. Ele clinicava como ortopedista na cidade de Lins, a 446 quilômetros de São Paulo, e em municípios vizinhos.

A sentença proferida na quarta-feira passada só foi divulgada hoje.

Gonçalves também é acusado de causar a morte do universitário Carlos Henrique Lima da Silva, de 18 anos, morto no Réveillon de 2006, crime pelo qual ainda não foi julgado. Ele foi preso em fevereiro de 2006 quando trabalhava no Hospital Vasco da Gama, no Belenzinho, zona Leste de São Paulo. Na ocasião, ele usava um registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) de um outro médico.

A juíza Ivana Márcia Paula e Silva, da 1ª Vara Criminal de Lins, afirma na sentença que o acusado sabia dos riscos que estava causando às vítimas. Quatro dos pacientes sofreram debilidades permanentes de membro, sentido ou funções. A punição ainda não teve início porque Alessandro, que está preso, não foi comunicado oficialmente. Seu advogado, Luiz Henrique Andrade Caetano, não foi localizado para falar sobre o assunto e dizer se vai recorrer da sentença.

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