Justiça de São Paulo nega pedido de liberdade a Roger Abdelmassih

SÃO PAULO - A juíza Kenarik Felippe, da 16ª Vara Criminal do Fórum da Barra Funda, em São Paulo, negou nesta quarta-feira o pedido de reconsideração da prisão do médico Roger Abdelmassih.

Redação com Agência Estado |

O advogado do acusado, José Luiz Oliveira Lima, afirmou que a Justiça não aceitou a alegação de que Abdelmassih não representaria mais risco, já que ele teve o registro profissional suspenso pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp).

AE

Abdelmassih ao ser transferido para Tremembé

A defesa do médico alegou que a denúncia "não descreve a data em que os fatos ocorreram e nulidade do processo em razão da ausência de exame de corpo de delito". Mas a juíza não aceitou o argumento. "O dia e hora exata não são elementos indispensáveis, desde que os demais dados, como situação fática, ano, mês ou período provável, sejam suficientes para que o réu possa se defender", afirmou a Kenarik Felippe em seu despacho.

"O processo é genuíno pelo elevado número de vítimas e testemunhas, que está a exigir a designação de várias audiências. Na denúncia foram arroladas 80 pessoas e na defesa preliminar foram arroladas 175 pessoas, sendo que parte delas não é do Estado de São Paulo", concluiu.

O caso

Roger é acusado de ter violentado 56 mulheres, a maioria ex-pacientes de sua clínica de fertilização, e está preso desde 17 de agosto.

No dia 25 do mesmo mês, ele foi transferido para a Penitenciária de Tremembé , no interior do Estado. Antes, ele estava detido no 40º Distrito Policial (DP), na Vila Santa Maria, na zona norte da cidade de São Paulo. No dia 2 de setembro, a Câmara Municipal de São Paulo cassou o título de Cidadão Paulistano concedido ao médico em 2002.

Leia mais sobre Abdelmassih

    Leia tudo sobre: estupromédicoroger abdelmassih

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG