Justiça de MG pede prisão de suposto golpista financeiro

Empresário é investigado por estelionato, falsificação de documentos e falsidade ideológica

AE |

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A Justiça mineira decretou a prisão temporária do empresário Thales Emanuelle Maioline, de 34 anos, um dos donos da empresa Firv Consultoria e Administração de Recursos Financeiros. Ele é investigado por estelionato, falsificação de documentos e falsidade ideológica.

Maioline é também acusado de ter dado golpe no valor de R$ 50 milhões em cerca de 2 mil pessoas que vivem em Belo Horizonte e mais 13 cidades do interior de Minas Gerais. Maioline teve a prisão decretada por cinco dias, contados a partir de quando ele for encontrado. O suspeito foi visto pela última vez em 23 de julho, ao deixar um hotel, em São Paulo, em direção ao Terminal Rodoviário Tietê.

A mulher e o bebê com quem o empresário morava, na capital mineira, foram deixados para trás. Ela alega não saber do seu paradeiro. Mailione desapareceu levando todo o dinheiro da Firv. Segundo a polícia, ele também teria desviado os recursos das contas dos investidores para paraísos fiscais como Suíça e Panamá.

De acordo com o delegado Islande Batista, da Polícia Civil de Minas, a prisão foi decretada na última sexta-feira e, desde então, há buscas por Maioline nas 14 cidades mineiras. Sua foto e informações sobre o caso também foram encaminhados à Polícia Interestadual (Polinter) de São Paulo e dos demais Estados para que ele seja procurado em todo o País.

Além da capital mineira e de Itabirito, na Região Central de Minas, a polícia não divulgou quais são as outras cidades alegando que as investigações podem ser prejudicadas.

Autorização

Apesar de não ter autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para operar na Bolsa de Valores, o empresário se apresentava como gerenciador de fundos de aplicação. Para atrair clientes, ele prometia rendimentos de até 5% ao mês, mais 11% a cada seis meses, índices bem superiores à média do mercado.

A empresa oferecia cotas de R$ 2,5 mil a R$ 5 milhões e usava recursos de novos investidores para pagar quem queria resgatar as aplicações. Mas, segundo a polícia, a maioria das vítimas reinvestia o dinheiro, por causa dos altos rendimentos depositados nas datas combinadas.

A polícia recebeu denúncia de pessoas que chegaram a largar o emprego para viver das aplicações. Entre as vítimas estão donos de construtoras, de faculdades e de outros empreendimentos.

Em ação proposta por uma dessas vítimas, a Justiça mineira já determinou o bloqueio de bens no valor de R$ 60 mil do empresário e de seus sócios na Firv, a irmã dele, Ianny Márcia Maioline, e o ex-administrador Oséias Marques Ventura, que também afirmam terem sido enganados.

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