Justiça de AL pode julgar pai de Eloá à revelia

A Justiça de Alagoas estipulou prazo de 15 dias para que o pai da adolescente Eloá, o ex-cabo da Polícia Militar (PM) do Estado, Everaldo Pereira dos Santos, se apresente, caso contrário será levado à julgamento pelo assassinato de um delegado da Polícia Civil. O edital de intimação da sentença de pronúncia do ex-militar, com relação a esse duplo homicídio, foi publicado hoje no Diário Oficial de Alagoas.

Agência Estado |

Segundo o juiz titular da 9ª Vara Criminal de Maceió, Geraldo Amorim, caso o pai da Eloá não se apresente será julgado à revelia.

"Como foi procedida da notificação a respeito do fato e a sentença de pronúncia ainda não foi contestada, caso o Everaldo não se apresente, ele deverá se levado à júri ainda este ano ou no mais tardar no primeiro semestre de 2009", afirmou. Segundo ele, Everaldo responde por duplo homicídio doloso, tendo como vítimas o delegado Ricardo Lessa, irmão do ex-governador de Alagoas Ronaldo Lessa (PDT); e o motorista Antenor Carlota da Silva, assassinados à tiros em outubro de 1991, em Maceió.

O edital intima o também ex-cabo da PM Cícero Felizardo dos Santos, o ex-sargento da PM José Carlos de Oliveira, os policiais militares Aderildo Mariz Ferreira, Edgar Romero de Morais Barros e Valdomiro dos Santos Barros, além do policial civil Valmir dos Santos.

Na época, o pai da Eloá e os demais policiais pertenciam, segundo a acusação, à gangue fardada, grupo extermínio comandado pelo ex-tenente coronel da PM Manoel Franscico Cavalcante, que se encontra preso no presídio militar do Rio de Janeiro, condenado por outros crimes. Everaldo Pereira dos Santos foi identificado após o episódio do seqüestro de Nayara Silva e Eloá Pimentel, morta pelo ex-namorado Lindemberg Alves, após mais de 100 horas como refém.

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