Justiça confirma legalidade dos grampos no RS

A Justiça do Rio Grande do Sul confirmou hoje à Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RS) que os grampos denunciados como ilegais pelo ex-ouvidor de Segurança do Estado Adão Paiani foram feitos com autorização da juíza eleitoral de Lajeado, Nara Cristina Neumann Cano Saraiva, a pedido do Ministério Público Eleitoral. A informação, divulgada pelo corregedor-geral de Justiça, Luiz Felipe Brasil Santos, desmente as acusações que Paiani havia feito na última sexta-feira, quando entregou um CD com a interceptação de seis conversas telefônicas à OAB-RS afirmando que os grampos eram ilegais, haviam sido vazados por fonte que preservou, e mostravam pessoas próximas ao gabinete da governadora Yeda Crusius (PSDB) praticando tráfico de influência.

Agência Estado |

Os áudios foram ouvidos no domingo, em reunião fechada, por 14 conselheiros da OAB-RS, que não encontraram indícios de tráfico de influências. Mesmo assim, persistia a dúvida sobre a legalidade das escutas.

Na segunda-feira, a OAB-RS encaminhou pedido formal à Justiça para que indicasse se houve alguma autorização para a interceptação dos telefonemas citados por Paiani. Na resposta, a juíza informou que emitiu a autorização em 5 de setembro do ano passado, para investigação da campanha de Klaus, que acabou sendo cassado neste ano por crime eleitoral. O presidente da OAB-RS, Cláudio Lamachia, admitiu que a informação da Justiça enfraquece a denúncia de Paiani e convidou o ex-ouvidor para uma reunião de esclarecimentos amanhã. Paiani não concedeu entrevistas na tarde desta quarta-feira.

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