Justiça condena Oscar Maroni a demolir parte de hotel interditado

SÃO PAULO - A Justiça de São Paulo condenou o empresário Oscar Maroni Filho a demolir 254,66 metros quadrados do andar térreo do Oscars Hotel. Após o acidente do Airbus A-320 da TAM, em julho de 2007, o edifício foi interditado pela Prefeitura de São Paulo. De acordo com a prefeitura, o hotel estaria na rota das aeronaves e atrapalharia pousos e decolagens.

Redação |

Fachada do hotel lacrado de Maroni
No processo, consta que, no dia 13 de julho de 2000, a Secretaria da Habitação e Desenvolvimento Urbano aprovou a construção de um prédio de 13 andares, com área total de 15.778,06 m2, para uso residencial. Porém, no dia 15 de março de 2002, a obra foi embargada "porque foi constatado a construção irregular da área em desconformidade com o alvará anteriormente expedido".

Diante da decisão, Maroni chegou a entrar com uma ação contra a Prefeitura de São Paulo com o objetivo de obter autorização judicial para, apesar da interdição do imóvel, efetuar reparos "necessários à sua conservação". Porém, o pedido foi negado pela Justiça.

Ainda segundo o processo, "a interdição do imóvel foi efetuada pela irregularidade na construção, ausência de licença de localização e funcionamento, e não está comprovada a necessidade de reparos urgentes no imóvel ou qualquer situação capaz de afetar a segurança da população".

Maroni chegou a ser preso por 50 dias acusado de manter um esquema de prostituição na boate Bahamas, em Moema, também na zona sul de São Paulo. Ele foi absolvido pelo TJ-SP em janeiro deste ano. Tanto a boate quanto o Oscar's Hotel estão interditados desde 2007.

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