Justiça condena advogada suspeita de ligação com PCC

A advogada Adriana Telini Pedro foi condenada a 12 anos e 8 meses de prisão pela Justiça de Franca, na região de Ribeirão Preto, no interior paulista, por roubo, uso de arma de fogo e formação de quadrilha.

Agência Estado |

Em 2005, ela foi flagrada em escutas telefônicas autorizadas pela Justiça passando informações de seus clientes a criminosos ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A condenação se refere a um caso de roubo cometido contra um casal de vendedores de joias, em janeiro de 2008. Adriana está presa desde 20 de março.

Luciano dos Santos Gonçalves, namorado da advogada, foi condenado a 18 anos de cadeia. A decisão é do juiz Wagner Carvalho Lima, da 2ª Vara Criminal da Comarca de Franca. O advogado de defesa de Adriana, Rui Engracia Garcia, disse que não conhece ainda os fundamentos da sentença - de quarta-feira -, mas assim que for intimado pela Justiça irá recorrer. Adriana ainda responde a outras ações, por tentativa de roubo e associação para o tráfico. Ela, que ficou foragida por mais de um ano, está detida no presídio de Santana, em São Paulo.

Em janeiro de 2008, Adriana atraiu ao seu escritório um comerciante e participou do roubo de joias, avaliadas em cerca de R$ 120 mil. O namorado dela e outros dois comparsas participaram do crime. O comerciante foi ferido. Adriana foi suspensa pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em 3 de março do ano passado, quando saiu o seu mandado de prisão.

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