Justiça concede liberdade a acusado de mandar matar Dorothy Stang

BRASÍLIA - O Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília, concedeu, nesta quarta-feira, uma liminar que dá liberdade ao fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura. Bida, como é conhecido, é acusado de ser o mandante do assassinato da missionária Dorothy Stang, em 2005.

Redação |

Segundo a liminar, Bida pode ficar livre até que o mérito do habeas-corpus pedido pelos advogados do fazendeiro seja julgado pela 5ª

AP
Dorothy Stang foi morta no Pará em 2005
turma do Superior Tribunal de Justiça.

O fazendeiro havia se entregado à polícia no início deste mês, em Altamira, no Pará, após o Tribunal de Justiça do Pará anular o julgamento no qual ele havia sido absolvido.  

Na época também foi invalidado o julgamento que condenou a 28 anos de prisão o acusado de ser o executor do crime, Rayfran das Neves Sales, pois o Tribunal diz que sua pena pode ser maior.

No Brasil desde 1966, a missionária americana trabalhava com lideranças rurais, políticas e religiosas em busca de soluções para os conflitos relacionados à posse e exploração de terras na região amazônica.

De acordo com o STJ, a decisão do ministro Arnaldo Esteves não impede a Justiça do Pará de expedir novo mandado de prisão, desde que haja provas ou motivos contra Viltamiro Bastos.

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