Justiça cassa registro de prefeito eleito em Jundiaí

SÃO PAULO - A Justiça eleitoral da cidade de Jundiaí cassou o registro e anulou os votos recebidos pelo candidato a prefeito Miguel Haddad (PSDB), eleito em outubro. O tucano teria pago eleitores para responderem a uma pesquisa de intenção de votos a seu favor. O prefeito eleito ainda pode recorrer da decisão.

Redação |

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Segundo a coligação "Jundiaí quer novas ideias" (PCdoB, PDT, PSB, PPS) do candidato Pedro Bigardi, Haddad realizou uma pesquisa de intenção de votos cerca de 15 dias antes da eleição em 1º turno.

De acordo com nota da assessoria de Bigardi, a pesquisa era qualitativa e, ao serem abordadas, as pessoas eram avisadas de que receberiam R$ 50 pela participação, e de que a pesquisa era de Haddad. De acordo com o candidato do PCdoB, os pesquisadores abordavam os eleitores para responderem à "pesquisa do Miguel Haddad".

O juiz Marco Aurélio Stradiotto de Moraes Ribeiro cassou o registro de candidatura do candidato do PSDB e de seu vice, Luis Fernando Machado, multou ambos em 25 mil UFIR, equivalente a R$ 26.500 mil, e anulou os votos que o candidato tucano recebeu.

Ribeiro ainda determinou que sejam realizadas novas eleições para prefeito na cidade em no máximo 40 dias, sem a participação do candidato cassado.

Ainda de acordo com informações da assessoria de imprensa do candidato Bigardi, o juiz se baseou em testemunhas e na gravação das pesquisas, onde ficava claro que a mediadora se mostrava favorável a Miguel Haddad. Assim, o juiz considerou compra de votos o pagamento pela pesquisa.

Miguel Haddad obteve pouco mais de 50% dos votos válidos no 1º turno da eleição para prefeito, no dia 5 de outubro. 

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