Justiça barra incorporação da Triunfo

A Justiça do Rio Grande do Sul determinou ontem, por meio de liminar, que a Braskem, do Grupo Odebrecht, devolva a Petroquímica Triunfo a seus acionistas, e fixou multa de R$ 1 milhão por dia de desobediência. A decisão, de primeira instância, anula a incorporação aprovada em assembleia de acionistas da Braskem, realizada no dia 5 de maio deste ano.

Agência Estado |

Em seu despacho, o juiz Mauro Caum Gonçalves, da 3ª Vara Cível de Porto Alegre, justificou a decisão de conceder a liminar alegando que havia "perigo de dano irreparável ou de difícil reparação (uma vez desativada a empresa incorporada, nada mais poderá ser feito)." A Braskem diz não comentar o assunto enquanto não for notificada pela Justiça. Mas avisa que vai recorrer da decisão. Boris Gorentzvaig, fundador da Triunfo e dono da Petroplastic, que há duas décadas briga para provar que é o controlador da companhia, comemorou a decisão, que pode ser suspensa a qualquer momento, caso a Justiça acate o pedido da Braskem.

"A incorporação não poderia ser realizada, uma vez que a definição sobre o controle acionário da Triunfo ainda está em análise pelo Supremo Tribunal Federal (STF)", afirmou o empresário, após saber da decisão da Justiça gaúcha. As ações da Triunfo chegaram à Petrobras em 1990, quando foram adquiridas da multinacional Dow. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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