Justiça autoriza quebra do sigilo telefônico de Eliza Samudio

Jovem está desaparecida há cerca de três semanas; goleiro do Flamengo é suspeito

iG Rio de Janeiro |

A juíza do 1º Tribunal do Júri de Contagem (MG), Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, autorizou a quebra do sigilo telefônico de Eliza Samudio, de 25 anos. A informação foi divulgada nesta quinta-feira pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG). Segundo a polícia, a decisão irá ajudar a identificar quais ligações Eliza recebeu na época do desaparecimento, ocorrido há cerca de três semanas.

A jovem é mãe de Bruninho, de quatro meses, que seria filho do goleiro Bruno, do Flamengo. Na última semana, a polícia recebeu uma denúncia de que a jovem havia sido espancada por três pessoas no sítio do atleta, localizado no município de Esmeraldas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG). O atleta é considerado como principal suspeito pelo sumiço de Eliza.

De acordo com as investigações, o goleiro não concordava em assumir a paternidade do suposto filho, nascido após o fim do namoro, no ano passado. O bebê, que também estava desaparecido, foi encontrado pela polícia na casa de uma amiga da atual mulher de Bruno, Dayane Souza, e agora está sob a guarda do avô materno em Foz do Iguaçu (PR).

A Polícia Civil informou na quarta-feira que o resultado da análise das amostras coletadas no carro e na casa do sítio do goleiro Bruno será divulgado em um prazo de até 15 dias. Segundo as autoridades policiais, os vestígios encontrados perto do porta-malas da caminhonete Range Rover do goleiro do Flamengo eram de sangue humano. O material será confrontado com o DNA coletado do pai de Eliza Samudio.

AE
Goleiro Bruno quebra silêncio e fala com jornalistas após treino no Rio de Janeiro

Treino

Nesta quinta-feira, o goleiro quebrou o silêncio e afirmou a jornalistas que está sofrendo com o desaparecimento de Eliza. Bruno realizou atividades físicas pela manhã no Centro de Treinamento Ninho do Urubu, em Vargem Grande, zona oeste do Rio. Ele foi afastado do elenco do Flamengo pela presidente Patrícia Amorim por tempo indeterminado.

O goleiro afirmou que está torcendo para que a jovem, com quem mantinha um relacionamento extraconjugal, apareça e resolva toda a situação. Bruno classificou de “constrangedor” o momento pelo qual está passando, em que é suspeito pelo desaparecimento da jovem.

“É meio constrangedor. Mas Deus sabe o que faz. Estou torcendo muito para que ela possa aparecer e resolver logo essa situação. É muito chato e eu estou sofrendo com isso. Eu vi a entrevista do pai dela. Eu quero que ela apareça”, afirmou a jornalistas. Bruno disse ainda que a última vez que viu Eliza foi há dois ou três meses. “Eu estive com ela, não sei dizer muito bem, foi a uns dois ou três meses atrás quando fui conhecer a criança”.

O jogador se esquivou de algumas perguntas, alegando ter sido orientado pelo advogado Michel Assef Filho a não fornecer informações sobre o caso. Questionado sobre o bebê, ele disse que foi o amigo, conhecido como Macarrão, que levou o filho de Eliza até sua residência em Belo Horizonte. “Quem trouxe a criança para o meu sítio foi o Macarrão, então ele pode responder melhor do que eu”.

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