PORTO ALEGRE - A Justiça do Rio Grande do Sul anulou o casamento entre uma mulher de 48 anos e seu patrão, um procurador do Estado de 91 anos, que morreu quatro meses após a união. O desembargador Vasco Della Giustina entendeu que a atitude foi feita com a intenção de colocar a mulher como pensionista no Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul.

De acordo com o Tribunal de Justiça (TJ) do Estado, depoimentos de familiares e vizinhos confirmam a hipótese levantada na Justiça.

Em sua defesa, a mulher alegou que conhecia o falecido marido há mais de 15 anos, já que trabalhava em sua casa. Apesar de ele ter sido casado com outra mulher por alguns anos, ela diz ter havido atração mútua e o um relacionamento secreto. A mulher destacou que o homem demonstrou amor por ela em vida através de cartas e poesias, além de lhe prestar assistência, tendo inclusive custeado cirurgia plástica.

Apesar das alegações, o desembargador Giustina defendeu que a diferença de idades dos cônjuges foge à normalidade. Ele destacou que o comportamento da mulher não mudou após a união. Segundo ele, ela sequer pernoitava na residência [do antigo marido] .

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