Segundo a denúncia, médica sérvia errou no diagnóstico de jovem, não adotando os procedimentos médicos corretos

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A Justiça Federal recebeu denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal (MPF) contra a médica sérvia Jasna Tankosic, acusada de homicídio culposo (sem intenção de matar) da estudante Isabella Baracat Negrato, a bordo do navio MSC Ópera em 2008. Segundo a denúncia , Jasna Tankosic errou o diagnóstico da estudante, tratando-a como um caso de intoxicação e não adotando os procedimentos médicos corretos, levando à morte de Isabella por asfixia causada por aspiração de vômito. 

Laudo de exame de corpo de delito, produzido pelo Instituto Médico Legal (IML), atestou que a estudante estava em coma alcoólico, na concentração de dois gramas por litro de sangue, e o médico legista apontou que a causa da morte foi "asfixia mecânica por aspiração de líquido (vômito)". 

Para o MPF, a médica "embora tivesse à disposição todos os meios necessários para intervir no curso causal de maneira rápida e decisiva, confiou levianamente em que a adoção do procedimento padrão para os casos de intoxicação alcoólica levaria, por si só, à reversão do quadro extremamente grave de Isabella Bacarat Negrato". 

O juiz federal Raphael Silva, que cuida do caso, determinou que a empresa MSC Cruzeiros do Brasil informe se a médica ainda pertence à tripulação de navios da companhia e, em caso positivo, se ela embarcará em navio com paradas em portos brasileiros nos próximos seis meses.

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