Cacique foi morto em janeiro de 2003 em Juti, no acampamento indígena Takuara, localizado na Fazenda Brasília do Sul

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O segundo dia de julgamento dos acusados pelo assassinato do cacique guarani-kaiowá Marcos Veron, no interior de Mato Grosso do Sul, teve início nesta terça-feira. Ontem, a juíza federal Paula Mantovani Avelino, da 1ª Vara Federal Criminal, realizou o sorteio dos sete jurados e foi feita a leitura das peças processuais . No início do julgamento, a juíza negou um pedido da defesa para anular a realização do júri sob a alegação de que a Justiça Federal não teria competência para julgar o caso. 

Ao longo do julgamento, que deve durar de oito a 15 dias, serão ouvidas, por ordem, sete vítimas indígenas, cinco testemunhas de acusação (três indígenas), duas testemunhas de defesa e uma testemunha do juízo. Em seguida ocorrerá o interrogatório dos três acusados. Os debates devem durar em torno de 10 horas. 

Crime

O crime aconteceu entre os dias 12 e 13 de janeiro de 2003 no município de Juti, na região de Dourados. Na ocasião, quatro homens armados ameaçaram, espancaram e atiraram nos líderes indígenas, incluindo o cacique Veron, que na época tinha 72 anos. 

Estevão Romero, Carlos Roberto dos Santos e Jorge Cristaldo Insabralde respondem por tentativa de homicídio qualificado, por seis vezes, e Carlos Roberto dos Santos, por homicídio consumado. Eles respondem também pelos crimes de tortura, sequestro e formação de quadrilha. 

Foragido, o acusado Nivaldo Alves Oliveira teve seu processo desmembrado e suspenso. O caso foi transferido de Mato Grosso do Sul para São Paulo a pedido do Ministério Público Federal (MPF), por dúvida quanto à isenção dos jurados locais.

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