Julinho Carambola é condenado a 29 anos de prisão por morte de juiz

SÃO PAULO - Depois de quase 14 horas de julgamento, Júlio César Guedes de Moraes, o Julinho Carambola, de 37 anos, foi condenado a 29 anos de prisão. O júri foi composto por sete pessoas, das quais a maioria votou pela condenação.

Redação com Agência Estado |

O advogado de defesa do réu afirmou que vai recorrer da sentença.

Carambola é apontado pelo Ministério Público Estadual (MPE) como um dos líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC) e um dos mandantes do assassinato do juiz-corregedor de Presidente Prudente Antonio José Machado Dias. Durante o julgamento, ele disse que não é integrante do PCC e negou ter participado do crime.

Apontado como líder da facção e também mandante do crime, Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, deveria ser julgado junto com Julinho, mas seu advogado alegou cerceamento de defesa e abandonou o júri. Marcola deve ser julgado em outra data.

O caso

O juiz Antonio José Machado Dias foi assassinado a tiros por volta das 18h do dia 14 de março de 2003, durante uma emboscada quando saia do Fórum de Presidente Prudente. O carro dele foi fechado por outro veículo, onde estava Reinaldo Teixeira dos Santos, o Funchal, que disparou contra o juiz. Ele levou tiros na cabeça, no braço e no peito e morreu na hora.

Marcola e Julinho Carambola são apontados como os mandantes do crime. Na época do crime, Dias fiscalizava o Centro de Readaptação Penitenciária de Presidente Bernardes, considerado um dos mais rígidos do País. No local, só eram permitidas duas horas diárias de banho de sol e os detentos não podiam ter acesso a jornais, revistas e nem receber visita íntima. Por essa razão, o Ministério Público considera que os dois deram ordens para que outros comparsas matassem o juiz.

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