Julianne Moore encarna lésbica ambígua em filme no Festival de Berlim

Berlim, 17 fev (EFE).- A atriz Julianne Moore surgiu no Festival de Berlim atuando como esposa de Annette Bening em The Kids are all right e encarnando uma lésbica, que fica em dúvidas sobre sua orientação sexual quando aparece o doador de sêmen que as tornou mães.

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"A vida familiar sempre é complexa, ser bons pais é difícil, inclusive lidar com a orientação sexual dos filhos. Se de repente um deles diverge, acaba pagando por isso", disse Moore na apresentação do filme na seção oficial, fora de concurso, que defendeu junto a sua diretora, Lisa Cholodenko.

Toda orientação sexual envolve dúvida e isso é o que coloca Cholodenko no filme, que deslancha no momento em que os filhos adolescentes decidem conhecer seu pai biológico -Mark Ruffalo. Está aberto o precedente sobre o intruso que certo dia doou seu sêmen por US$ 60 o frasco.

O enredo é convencional. Nem uma cena foge da lógica e a ninguém ficam dúvidas sobre o raciocínio da linguagem. A questão é se haverá sequelas ou um questionamento irreversível sobre a orientação sexual como algo absoluto.

Moore é o lado feminino no casal e que inevitavelmente irá buscar de Ruffalo a ilusão de pertencer a uma família. Será a única dúvida na aparentemente sólida vida homossexual do casal lésbico.

"A dúvida sempre existe, não há amor sem dúvida, não há casal sem questionamento. Qualquer família se sustenta sobre a lealdade, isso é o importante, sejam duas mães lésbicas ou um pai e uma mãe", sustentou a atriz, que deixou no Festival de Berlim a áurea de impecável solidez que a caracteriza.

"Fiz algo convencional a partir da situação de uma família formada por duas mães, o que, por outro lado, felizmente deixou de ser algo anômalo", disse Cholodenko.

Moore monopolizou os flashes do dia e deixou o dia mais "light" com essa típica comédia "made in EUA" de Cholodenko. EFE gc/sa

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