Julgamento de ministro acusado de venda de sentenças continuará à tarde

O julgamento do caso do ministro afastado do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Paulo Medina, acusado de crimes contra a administração pública, chega ao segundo dia e continuará ao longo da tarde desta quinta-feira, no Supremo Tribunal Fedeal (STF).

Carol Pires, Último Segundo/Santafé Idéias |

Pela manhã, os ministros negaram todas as questões preliminares levantados pela defesa, que, ao longo do dia de ontem, afirmou que "o calvário vivido até aqui [por Medina] é suficiente para liquidar parte do juiz e parte do homem".

Medina e outras três pessoas são citadas no processo da Operação Furacão - ação da Polícia Federal que investigou um esquema para a venda de sentenças destinadas a beneficiar a máfia dos caça-níqueis. O que está em julgamento na Suprema Corte é se uma ação civil pública será aberta ou se o processo será arquivado.

Dos 11 ministro da Suprema Corte, apenas Joaquim Barbosa e Carlos Alberto Menezes Direito não votarão no caso. O primeiro se declarou impedido de votar, enquanto o outro não terá direito a voto, uma vez que já julgou Paulo Medina quando ação foi julgada no STJ.

O julgamento de Paulo Medida seria fechado à imprensa por orientação de César Peluzo, relator do caso, sob alegação de que o processo corre em segredo de Justiça. No início da tarde de ontem, porém, os ministros da Suprema Corte decidiram, por unanimidade, realizar a sessão aberta. 

Hoje, o ministro Eros Grau comemorou a decisão da corte de abrir mão do sigilo do julgamento.  Esse é um processo como qualquer outro. Não é mais nem menos importante do que um homem que roubou um pão, disse.

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