Julgamento de acusados de matar milionário da Mega-Sena é adiado para outubro

RIO DE JANEIRO ¿ O julgamento de três dos seis acusados de terem participado do assassinato do ganhador da Mega-Sena, Renné Senna, que aconteceria nesta quarta-feira, no 1º Tribunal do Júri do Rio, foi adiado para o dia 7 de outubro. O milionário, de 54 anos, foi morto com quatro tiros na cabeça, no dia 7 de janeiro de 2007, em um bar no município de Rio Bonito, Região Metropolitana do Rio.

Redação |

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O motorista Ednei Gonçalves Pereira e o policial militar Anderson Silva de Sousa são acusados de homicídio qualificado mediante paga ou promessa de recompensa, homicídio qualificado à traição, de emboscada ou dissimulação e concurso material. O PM Ronaldo Amaral de Oliveira é acusado de ser partícipe do crime.

A sessão chegou a ser iniciada pela juíza Roberta dos Santos Braga Costa, da 2ª Vara de Rio Bonito, mas o advogado de Ednei, Julio Braga, pediu o adiamento alegando que o Tribunal de Justiça ainda não julgou um habeas corpus solicitado por ele, que anexava uma prova aos laudos. "O advogado de Anderson, Maurício Neville, não compareceu ao julgamento e não apresentou justificativa por escrito", de acordo com nota publicada no site do tribunal.

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Adriana Almeida, acusada de matar o marido
Segundo a assessoria do Tribunal de Justiça, 29 testemunhas estavam previstas e, portanto, o julgamento deveria durar de dois a três dias. A defesa de Ednei Pereira declarou ainda que não há provas que incriminem seu cliente e, que no dia do assassinato, ele estava em outro local.

O defensor público Jorge Costa, que defende Ronaldo, não se opôs à realização do julgamento, mas, de acordo com as novas regras do Código de Processo Penal, os partícipes não podem ser julgados antes dos executores. Ronaldo é acusado de emprestar a motocicleta que foi usada no assassinato e não pode ser julgado antes de Ednei e Anderson, acusados de serem os executores do crime.

O julgamento da viúva de Renné Senna, a ex-cabelereira Adriana Ferreira de Almeida, e dos réus Marco Antônio Vicente, ex-segurança do milionário, e Janaína Oliveira, professora de educação física, ainda não foi marcado porque os três recorreram da sentença da pronúncia.

O crime

Segundo a denúncia, a esposa do milionário, Adriana Ferreira de Almeida, teria oferecido recompensa a cinco pessoas para que planejassem e assassinassem Renné Senna. Entre os motivos, seria o de que ela sabia que o milionário pretendia terminar o relacionamento e excluí-la do testamento. Senna era agricultor.

Por causa da diabetes, o milionário teve as duas pernas amputadas e passou a vender doces na beira da estrada. Em 2005, ele ganhou sozinho o prêmio da Mega-Sena de R$ 51,8 milhões. Casou-se, então, com Adriana, que teria passado a cuidar das finanças do casal. De acordo com parentes e amigos, ela mantinha o marido afastado da família.

Na manhã de 7 de janeiro de 2007, Senna estava num bar com amigos, quando um grupo de criminosos encapuzados chegou ao local em motos e anunciou um assalto. O milionário teria reagido e os bandidos dispararam quatro tiros contra sua cabeça. A vítima não estava com seus seguranças no local.

O testamento de Renné Senna determinava que sua herança fosse dividida igualmente entre sua única filha, Renata Almeida Senna, e a viúva.

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