Brasília, 31 mar (EFE).- O Tribunal de Justiça do Pará adiou hoje o início do que seria o terceiro julgamento contra o suposto autor intelectual da morte da freira americana naturalizada brasileira Dorothy Stang, assassinada em 2005.

A decisão foi tomada devido à ausência do advogado de defesa, o qual alegou que aguarda resposta sobre um pedido de habeas corpus pedido em favor de seu cliente, o fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, quando este se apresentou à Justiça em 6 de fevereiro e foi detido.

Moura já foi julgado em primeira instância e considerado culpado da autoria intelectual do assassinato da religiosa americana, motivo pelo qual foi condenado a 30 anos de prisão.

O fazendeiro foi detido, mas seus advogados apelaram e conseguiram sua absolvição e a posterior liberdade em segunda instância.

No entanto, o segundo processo foi considerado irregular pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), o qual determinou que o fazendeiro deverá permanecer na prisão até o começo de um novo julgamento.

Os advogados de defesa apelaram desta última decisão com a alegação de que o fazendeiro tem direito a responder em liberdade, mas a Justiça ainda não se pronunciou a respeito.

O assassinato de Stang foi atribuído a Rayfran das Neves Sales, que confessou ter sido contratado por Moura para cometer o crime.

Sales reconheceu que matou a freira, que tinha 73 anos, com seis tiros pelas costas, o que lhe valeu uma pena de 27 anos de prisão.

Clodoaldo Carlos Batista, um cúmplice do assassino, foi condenado a 17 anos de prisão, e o fazendeiro Amair Feijoli da Cunha, que foi considerado o intermediário entre o autor intelectual e Sales, recebeu uma pena de 18 anos de prisão. EFE ed/bba

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.