Trezentos juízes federais de São Paulo e Mato Grosso do Sul declararam ontem adesão ao movimento da categoria perante o Supremo Tribunal Federal (STF) em busca da reposição de perdas inflacionárias que alegam ter sofrido desde janeiro de 2006. A insatisfação está crescendo, afirmou Ricardo de Castro Nascimento, presidente da Associação dos Juízes Federais no Estado de São Paulo (Ajufesp).

"Posso assegurar que nossos vencimentos estão completamente defasados em relação ao mercado de trabalho."

Juiz federal em início de carreira ganha R$ 12 mil líquidos. "Não dá para ser chamado de marajá", diz Nascimento. Os magistrados estimam que têm direito a um reajuste de 30% - acumulados em quase quatro anos de espera. A mobilização da toga foi puxada pela Associação dos Juízes Federais no Rio Grande do Sul, presidida pelo juiz Gabriel Wedy. Em mandado de injunção coletivo protocolado no STF, a entidade argumenta que a reposição tem previsão constitucional. "A decisão política de aderir à iniciativa já está tomada", anunciou o presidente da Ajufesp.

Os federais de São Paulo e de Mato Grosso do Sul só não decidiram ainda como pretendem agir - se ingressam no mesmo mandado de injunção de autoria dos juízes gaúchos ou se elaboram uma ação autônoma. Hoje, eles deverão se reunir com um advogado, que é também professor titular de processo civil da Universidade de São Paulo (USP), para discutir o melhor caminho. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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