SÃO PAULO ¿ A juíza Giovana Furtado de Oliveira negou, nesta terça-feira (18), o pedido de relaxamento de prisão em flagrante feito pela defesa de Genilson Silva Souza, 29 anos. O vigilante da loja das Casas Bahia de Itapecerica da Serra (Grande São Paulo) matou, com um tiro no rosto, Alberto Milfont Júnior, de 23 anos, na tarde do dia 10.

Acordo Ortográfico

Alberto trabalhou durante oito anos na ONG Casa do Zezinho, dedicada à educação de crianças e adolescentes. Entrou na entidade em 1996, dois anos após a inauguração. Passou de aluno para educador voluntário e era mediador de conflitos entre os adolescentes. Por volta das 18h15 do dia 10, o rapaz foi à loja Casas Bahia para comprar um colchão. O segurança desconfiou do jovem e os dois discutiram, em condições ainda obscuras. Souza apontou uma arma para Milfont e atirou no rapaz.

O segurança está preso desde o dia da tragédia. A Secretaria de Segurança Publica informa que o boletim de ocorrência foi registrado no 37° Distrito Policial, na região de Campo Limpo, zona sul da capital paulista. O vigilante já foi transferido, mas a delegacia não informa o local.

Os parentes de Alberto querem que o segurança responda pelo crime em carceragem normal, mas também não sabem em qual delegacia Souza está preso. Quero que seja um preso comum, tenha os direitos que a legislação permite, mas que responda pelo assassinato do meu sobrinho na prisão, disse Francisco Glaucione da Silva, tio da vítima.

Silva afirma ainda que um dos representantes da empresa de segurança Gocil asseverou que o vigilante seria demitido por justa causa. Entretanto, a assessoria de imprensa da Gocil disse à reportagem que o rapaz foi apenas afastado. A empresa de segurança é contratada pelas Casas Bahia. O segurança não era funcionário direto da rede. 

Tatiana Milfont da Silva, uma das irmãs de Alberto, afirma que a família foi procurada pela Gocil cinco dias após o crime. Eles vieram aqui, entregaram uma carta e se colocaram à nossa disposição. Segundo ela, o documento não aborda pontos sobre uma possível ajuda financeira, apenas manifesta solidariedade à família.

Tatiana afirma que a família não foi procurada por nenhum representante das Casas Bahia. Nem nota de solidariedade nos recebemos, diz o tio. A única medida tomada pela rede foi fechar o estabelecimento no dia 15, o sétimo dia após a morte do rapaz. Mas ela acredita que não foi por solidariedade. Fecharam para evitar confronto com a manifestação que amigos e parentes iam fazer na frente da loja, defende Tatiana. Eles limparam o sangue e abriram a loja no dia seguinte. Por que fechariam em solidariedade sete dias após o assassinato do meu irmão?, questiona.

Leia mais sobre: assassinato

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.