Juíza nega afastamento de Yeda do cargo

A juíza Simone Barbisan Fortes, da 3ª Vara da Justiça Federal de Santa Maria, rejeitou nesta segunda-feira o pedido do Ministério Público Federal para que a governadora Yeda Crusius (PSDB) seja afastada do cargo por improbidade administrativa.

Redação com Agência Estado |

Na decisão, a magistrada reforça: "A ação de improbidade é deveras complexa e, por isso, fica difícil aferir, de plano, a suficiência de elementos que levem a concluir pela necessidade de afastamento da Governadora do Estado de seu cargo. Destarte, cotejando os elementos acostados pelo MPF, com os reflexos práticos que tal decisão traria à sociedade, não entendo razoável o afastamento solicitado".

Segundo informações do Jornal Zero Hora, a juíza liberou parte do conteúdo da ação. Foram mantidos sob sigilo dados referentes a quebras de sigilos bancários, fiscais e telefônicos e de parte das escutas do processo.

Reação da defesa

O advogado Fábio Medina Osório, representante de Yeda, comemorou a decisão lembrando que, na argumentação que apresentou à juíza, sustentou que as provas citadas pelo MPF não são consistentes, por estarem baseadas em conversa de dois amigos, gravadas por um deles, com objetivos desconhecidos.

A ação civil pública

A petição inicial de uma ação civil pública improbidade administrativa movida pelo Ministério Público Federal contra nove pessoas cita a governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, como suposta beneficiária da fraude que desviou R$ 44 milhões do Detran entre 2003 e 2007. O documento diz que lobistas e prestamistas entregavam parte dos recursos financeiros escoados do erário aos gestores públicos responsáveis pela contratação e a outras personalidades políticas, com forte domínio e influência na continuidade do esquema fraudulento, especificamente os ora demandados.


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