A juíza Luciana Menezes de Paula Barbosa determinou o despejo imediato de 800 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) que desde a sexta-feira passada ocupam as terras de uma usina do grupo Atala, em Iepê, no Pontal do Paranapanema, extremo oeste de São Paulo. A ordem, dada no mesmo dia da ocupação, ainda não foi cumprida por causa do feriado prolongado.

Líderes do movimento foram informados da liminar, mas disseram que não pretendem deixar as terras, usadas pela usina para o plantio de cana.

Conhecida como fazenda Santa Lúcia, a área tem 21 mil hectares. "A ordem saiu no papel, mas ninguém apareceu para cumprir", disse o coordenador regional do MST, Valmir Rodrigues Chaves. A Polícia Militar (PM) de Iepê, que tem apenas uma viatura e cinco policiais em serviço, informou que repassou a ordem da juíza ao comando regional. Hoje a corporação preparava o efetivo para realizar o despejo, que pode acontecer amanhã. Em razão do grande número de sem-terra seriam destacados contingentes de Presidente Prudente e Presidente Venceslau.

A ocupação ocorreu durante a jornada nacional de lutas pela reforma agrária, o chamado Abril Vermelho, do MST. Outras duas fazendas continuam invadidas no Estado de São Paulo. A Justiça também determinou o despejo dos 200 sem-terra que entraram na fazenda Ibiti, em Itararé, no sudoeste paulista. No Vale do Paraíba, 250 famílias permanecem acampadas na fazenda Guassahy que, de acordo com o MST, pertence à prefeitura e é explorada por particulares.

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