Juíza inocenta ex-delegado de acusação de tráfico

A Justiça inocentou o ex-delegado Ricardo de Lima da acusação de tráfico de drogas e facilitação para o furto de 340 quilos de cocaína, em janeiro de 1999, do prédio do Instituto Médico-Legal (IML) de Campinas, interior de São Paulo. Apreendida na zona rural de Indaiatuba e avaliada na época em R$ 22 milhões, a droga foi encontrada pela equipe de Lima, então titular da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise).

Agência Estado |

O Grupo de Atuação Especial Regional de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público Estadual (MPE) recorreu da decisão da juíza Patrícia Suarez Pae Kim, da 1ª Vara Criminal de Campinas. A sentença foi proferida no dia 8 deste mês. No dia 22, a promotora do Gaeco Luciana Ribeiro Guimarães entrou com recurso contra a decisão. “Entendemos que é caso de condenação. Estamos convencidos de que concorreu para o crime”, disse Luciana.

Na época, Lima havia declarado à imprensa que o IML era um local sem segurança para armazenar a droga apreendida. A droga desapareceu cinco dias após a apreensão. Para a promotora, o ex-delegado deveria manter a droga em local adequado. O advogado de defesa, Carlos de Araújo Pimentel Neto, alegou, no entanto, que era “de conhecimento público”, incluindo juízes, policiais e promotores, que toda a droga apreendida em Campinas e região era depositada no IML. “Nada foi comprovado contra ele”, disse. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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