Juíza indefere prisão de mãe e padrasto de Pedro

A juíza da 2ª Vara de Execuções Criminais de Ribeirão Preto, Isabel Cristina Alonso Bezerra dos Santos, indeferiu hoje (18) o pedido de prisão temporária (por cinco dias) da mãe (Kátia Marques) e do padrasto (Juliano Gunello) do menino Pedro Henrique Marques Rodrigues, de 5 anos, que morreu na noite do dia 12. O pedido foi da delegada Maria Beatriz Moura Campos, do Setor de Homicídios, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), que suspeitava de maus-tratos ao garoto, que tinha hematomas pelo corpo (inclusive fratura no pulso direito).

Agência Estado |

No início da noite de hoje (18), em entrevista coletiva, a delegada informou que o inquérito, aberto como morte a investigar, agora é caso de homicídio. Ao seu lado estava o diretor do Instituto Médico-Legal (IML), José Eduardo Velludo, que apresentou um laudo informando que o menino foi vítima de síndrome da criança mal-tratada (ou violência infantil), a partir da "embolia gordurosa pulmonar".

Segundo Velludo, esse tipo de embolia gordurosa não é freqüente, mas com Pedro Henrique deve ter sido agudo e rápido. A embolia pode ter sido provocada por um gesto violento ou um chacoalhão mais brusco, no começo da manhã do dia da morte do menino. Um gesto forte no braço teria causado a embolia gordurosa do pulmão, que ocorre em fratura de ossos longos. "Ninguém pode dizer que essa criança se machucou porque caiu", afirmou Velludo, a partir da análise que fez das fotos do corpo do menino, que apresentava equimoses nos braços, pernas, no dorso e até no globo ocular, além de marcas de unhas atrás de uma das orelhas. "Pelo menos nos últimos dias ele sofreu alguma forma de lesão", comentou ele.

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