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Juiz recebe e aceita denúncia contra Lindemberg e pai de Eloá

SÃO PAULO - O promotor Antonio Nobre Folgado entregou na tarde desta terça-feira, a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE) contra Lindemberg Alves, de 22 anos, pelo sequestro de Eloá Cristina Pimentel, de 15 anos. O pai da menina, Everaldo Pereira dos Santos também foi denunciado pelo promotor. A denúncia foi entregue ao juiz José Carlos de França Carvalho Neto, de Santo André, no ABC paulista, e aceita integralmente. http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/10/28/caso_eloa_pm_afasta_coronel_que_apurava_acao_do_gate_2082396.html target=_topPM afasta coronel que apurava ação do Gate

Redação com Agência Estado |

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O inquérito sobre o sequestro foi finalizado na última sexta-feira. Lindemberg foi indiciado por quatro crimes. A surpresa foi o delegado Sergio Luditza, titular do 6.º Distrito Policial de Santo André, também ter indiciado o pai de Eloá por três crimes.

Lindemberg é indiciado por homicídio doloso, pela morte de Eloá; duas tentativas de homicídio, por ele ter atirado em Nayara e contra um tenente da PM enquanto estava no cativeiro; porte ilegal de arma e por periclitar a vida. Já o pai de Eloá, conhecido em São Paulo como Aldo José da Silva, foi indiciado por falsidade ideológica, porte de documento falso e porte ilegal de arma.

O pai da garota foi indiciado, segundo o delegado, por ter se apresentado a polícia com o nome falso no início do sequestro e porque uma das armas usadas por Lindemberg no apartamento - uma espingarda - pertencia a ele. Santos está foragido da polícia de Alagoas, acusado de participar da chamada "gangue fardada".

Na ficha dele constam quatro homicídios, entre eles o do delegado Ricardo Lessa - irmão do ex-governador Ronaldo Lessa. Segundo o delegado, Lessa investigava a "gangue fardada", grupo de extermínio formada por policiais, do qual o pai de Eloá faria parte. Ele foi cabo da Polícia Militar em Alagoas até 1993.

O caso

Futura Press
Amigas Eloá e Nayara/ Arquivo pessoal
Amigas Eloá e Nayara/ Arquivo pessoal
O sequestro começou no último dia 13 (segunda-feira) e se prolongou até o dia 17 (sexta-feira), tendo durado mais de 100 horas. Lindemberg invadiu o apartamento de Eloá por volta das 13h30, por estar inconformado com o fim do relacionamento com a estudante.

Na terça-feira, ele libertou a amiga da ex-namorada, Nayara, que foi rendida novamente na manhã de quinta-feira. Seu retorno foi um pedido do sequestrador como condição para a libertação de Eloá, mas quando a menina entrou no apartamento, tornou-se refém.

Pouco antes do desfecho do sequestro, a equipe do Batalhão de Choque da PM estava posicionada no apartamento ao lado onde estavam Lindembergue e as reféns. De acordo com a polícia,  na sexta-feira, os agentes decidiram invadir o apartamento após ouvirem um disparo.

Os policiais arrombaram a porta do apartamento e explodiram uma bomba de efeito moral. Segundo o coronel Eduardo José Félix, comandante do Batalhão de Choque da Polícia Militar, neste momento a equipe ouviu três disparos vindos de dentro do apartamento. Ao invadirem o local, exatamente às 18h08, os policiais encontraram o seqüestrador de pé, entre a sala e a cozinha. Eloá estava caída baleada na cabeça e Nayara estava com um ferimento na boca.

A primeira a sair do apartamento foi Nayara, que saiu caminhando e foi colocada numa ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Lindembergue foi levado para uma viatura da Força Tática. A ex-namorada de Lindembergue saiu carregada por um policial e foi levada numa maca até a ambulância do Samu.

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