SÃO PAULO - O juiz Maurício Fossen, da 2ª Vara do Tribunal do Júri de São Paulo, determinou nesta segunda-feira que a defesa do consultor jurídico Alexandre Nardoni e da mulher dele, Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá, justifique até quinta-feira a convocação do médico-legista George Sanguinetti e da ex-perita Delma Gama e Narici como testemunhas do caso Isabella Nardoni. Alexandre Nardoni e Anna Carolina estão presos, acusados pelo assassinato da menina Isabella de Oliveira Nardoni, filha dele, em 29 de março, na capital paulista.


Segundo os laudos da Polícia Científica, Isabella foi agredida, esganada e jogada da janela do 6º andar do Edifício London, na Vila Isolina Mazzei, na zona norte da capital, prédio em que mora Alexandre.

Sanguinetti e Delma foram contratados pela família do consultor jurídico para analisar os pareceres da perícia paulista. Não testemunharam, no entanto, o crime que vitimou a menina.

"Não se tratam de testemunhas presenciais aos fatos, mas, meramente, peritos contratados por eles próprios", afirmou Fossen no despacho. "Somente podem ser chamados para virem a juízo para prestarem esclarecimentos sobre trabalhos técnicos de suas próprias responsabilidades."

Ele disse que há "verdadeiro excesso" quanto ao número de testemunhas indicadas tanto pela defesa (38) quanto pela acusação (19). O magistrado Pede que as duas partes fundamentem a pertinência das convocações e especifiquem a qual crime se refere cada uma delas.

Alexandre Nardoni e a mulher dele são acusados de homicídio triplamente qualificado (meio cruel, impossibilidade de defesa da vítima e ocultação de delito anterior) e fraude processual. O despacho de Fossen, escrito na sexta-feira, foi publicado nesta segunda no Diário da Justiça e tem prazo de três dias, a partir de amanhã, para ser cumprido. Os advogados não foram localizados para comentar as observações do juiz.

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