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BRASÍLIA - O ministro da Justiça, Tarso Genro, afirmou nesta quarta-feira, em entrevista coletiva, que a prisão do diretor executivo da Polícia Federal (PF), Romero Menezes, na última terça-feira, teria sido exagerada. Para ele, bastaria o juiz pedir o afastamento do cargo.

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Entretanto, Tarso frisou que todo o procedimento se deu dentro da lei. "Se houve excesso de juizo de valor ou não, eu não sei. Apenas quero deixar claro que tudo feito dentro da legalidade. Se o Romero tiver culpa, ele vai responder por seus atos", disse.

Tarso ressaltou ainda seu desejo de que as acusações contra Menezes sobre favorecimento ao irmão em curso da PF para ingresso no ramo de vigilância sejam infundadas. "Eu não posso garantir nada, mas as investigações estão sendo feitas. Qualquer juízo de culpabilidade ou inocência seria antecipado neste momento", declarou.

Tarso reconheceu que houve constrangimento e surpresa na prisão do segundo homem na hierarquia da PF. "Um funcionário de trinta anos de carreira agora está sendo investigado", avaliou. Todavia, ele defendeu que o inquérito seja rigoroso, "tanto para a PF, quanto para nós e sociedade".

O ministro informou também que conversou com Romero na noite de ontem. Menezes teria garantido a Tarso que comprovaria sua inocência.

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