Juiz mantém presos só 3 de 11 acusados da Providência

O Ministério Público Federal (MPF) vai recorrer contra a decisão da Justiça Federal que libertou na semana passada três soldados envolvidos na morte dos três jovens do Morro da Providência. As vítimas foram torturadas e assassinadas após serem entregues por uma guarnição de 11 militares a traficantes do Morro da Mineira, no Catumbi (zona norte) em julho deste ano. Como a Justiça já havia revogado as prisões de outros cinco militares, agora apenas três dos 11 acusados permanecem presos.

Agência Estado |

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"Ao contrário dos primeiros libertados, os militares que foram soltos tiveram participação direta no crime, pois eles desceram do caminhão e também entregaram os jovens aos traficantes", disse nesta segunda-feira a advogada Kátia Tavares, que atua como assistente da promotoria do MPF. Foram libertados os soldados Julio Almeida Ré, Rafael Cunha Costa Sá e Sidney de Barros.

Em sua decisão, o juiz Erik Navarro Wolkart, da 7ª Vara Federal Criminal, afirma que, de acordo com os depoimentos, os acusados não tiveram participação direta na entrega dos jovens, pois "mantiveram-se afastados, junto ao veículo" e livres não representam uma ameaça às testemunhas.

Comandante da guarnição e apontado como o mentor da entrega dos jovens aos criminosos, o tenente Vinícius Ghidetti de Moraes Andrade permanece preso junto com o sargento Leandro Maia e o soldado Fabiano Elói dos Santos. O juiz indeferiu a revogação da prisão do tenente "em razão do seu poder de comando e consequente domínio do fato" e também manteve Maia e Santos presos por entender que ambos tiveram uma "atuação mais insinuante e ligada diretamente à conduta de Vinícius".

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