Juiz decide se ex-deputado Carli Filho vai a júri por morte de jovens

A Justiça do Paraná começou, nesta quinta-feira, a audiência que decidirá se o ex-deputado estadual Fernando Ribas Carli Filho (PSB-PR) irá a júri pela morte de dois jovens no dia 7 de maio de 2009, em Curitiba, durante um acidente de carro. Exames realizados pelo Instituto Médico Legal (IML) na ocasião mostraram que o deputado tinha 7,8 decigramas de álcool por litro de sangue, o que caracteriza embriaguez.

iG São Paulo |

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Carli Filho pode ir a júri

Nesta quinta-feira, o juiz Daniel de Avelar, que preside a audiência, começou a ouvir as testemunhas de acusação. Depois, será a vez das testemunhas de defesa.

A audiência começou às 9h30 na 1º Vara de Júri de Curitiba e a expectativa é que dure até por volta das 18h. Ao todo, 38 pessoas serão interrogadas, conforme informações da Justiça. O deputado Carli Filho será ouvido somente após todas as testemunhas. A decisão sobre o caso deve sair na sexta-feira.

Carli Filho renunciou ao mandato parlamentar menos de um mês após o acidente e, com isso, perdeu o direito ao foro privilegiado. Assim, caso o juiz opte por mandá-lo a júri, isso acontecerá em uma vara comum. Se condenado, ele pode pegar até 20 anos de prisão.

O acidente

Na madrugada do dia 7 de maio, o Volkswagen Passat que o ex-deputado dirigia chocou-se contra o Honda fit onde estavam Gilmar Rafael Yared, de 26 anos, e Carlos Murilo de Almeida, de 20 anos, na rua Monsenhor Ivo Zanlorenzi, no bairro de Mossunguê, em Curitiba. O veículo ficou completamente destruído e os dois jovens morreram na hora.

O deputado sofreu múltiplas fraturas, inclusive na face. Ele ficou um mês internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, para se recuperar das lesões.

O laudo do IML, realizado duas horas após o acidente, apontou que o Carli Filho estava com quantidade de álcool acima da permitida. Um recibo fornecido à polícia pelo restaurante onde o parlamentar estava na noite da colisão mostra três tipos de vinho na conta dele, que ficou em R$ 705.

O deputado não poderia dirigir, pois estava com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa por excesso de multas. Para a polícia, Carli Filho assumiu o risco de matar ao dirigir embriagado e supostamente em alta velocidade. Ao que tudo indica houve dolo eventual, disse o delegado de Delitos de Trânsito de Curitiba, Armando Braga, durante a reconstituição do acidente. A conclusão preliminar da polícia apontou que o veiculo de Carli estava a pelo menos 120 km/h.

O prefeito de Guarapuava, Luiz Fernando Ribas Carli (PP), defendeu o filho das acusações e disse que não há comprovação de que tenha ocorrido um crime.

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