Juiz decide amanhã se amplia inquérito sobre dossiê

O juiz da 12ª Vara Federal, José Airton de Aguiar Portela, decidirá, possivelmente amanhã, se concede ou não mais prazo para a Polícia Federal concluir o inquérito acerca da montagem do suposto dossiê sobre gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e sua mulher, Ruth. A elaboração do levantamento é atribuída a servidores da Casa Civil da Presidência da República.

Agência Estado |

A PF apura se o ato foi ilegal e quer saber quem foi o autor do vazamento dos dados para a imprensa.

Em um mês de investigações, a PF não chegou aos nomes dos responsáveis. Embora o pedido de prorrogação do inquérito não especifique prazo, a ampliação das investigações deverá ser por 30 dias, como é de praxe. A oposição acusa o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de ter feito o suposto dossiê como instrumento de chantagem política para inibir a oposição na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga gastos irregulares com cartões corporativos. O inquérito corre em segredo de Justiça.

O delegado Sérgio Menezes, encarregado do caso, aguarda a resposta da Justiça para convocar o núcleo de servidores da Casa Civil responsável pelo levantamento e digitalização dos dados relativos aos gastos presidenciais. Com auxílio de técnicos do Instituto Nacional de Criminalística, a PF realizou perícia em 13 computadores usados na digitalização dos gastos.

A lista dos próximos intimados inclui a secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Guerra, funcionária da confiança da ministra Dilma Rousseff, o secretário de Administração, Norberto Timóteo Queiroz, e o secretário de Controle Interno, José Aparecido Nunes Pires. Constam da lista também os nomes do diretor de Orçamento e Finanças da Casa Civil, Gilton Saback Maltez, e da funcionária Maria Soledad Castrillo.

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