O juiz Valter Alexandre Mena, da 3ª Vara da Fazenda Pública da capital paulista, condenou a ex-vereadora Myryam Athiê (PPS), o ex-presidente da São Paulo Transportes (SPTrans) na gestão Marta Suplicy (PT) Gerson Bittencourt, a Transportes Urbanos Cidade Tiradentes (antiga Viação Cidade Tiradentes) e outras três pessoas por improbidade administrativa. Os réus eram acusados de interceder em favor da empresa para garantir a participação dela em licitação, em 2003.

À época, a viação estava sob intervenção por acumular dívida de R$ 11,5 milhões.

A ex-vereadora, seu chefe de gabinete, Milton Sérgio Júnior, e o advogado da empresa, Jorge Kengo Fukuda, terão de devolver os R$ 40 mil recebidos pela intermediação - o Ministério Público (MP) sustenta que se tratava de propina. Eles foram condenados à perda de função pública, suspensão dos diretos políticos por oito anos, pagamento de multa civil e proibição de contratar ou receber benefícios do poder público por cinco anos.

Bittencourt (atual secretário dos Transportes em Campinas) e a advogada da autarquia Roberta Lanhoso foram condenados à perda da função pública e dos diretos políticos. Estão ainda proibidos de contratar e receber benefícios públicos. A multa será equivalente a dez vezes o valor da remuneração da época. A ex-vereadora disse que provará sua inocência em segunda instância. Fukuda e Roberta não quiseram se pronunciar. Bittencourt afirmou desconhecer o teor da sentença. Sérgio Júnior e os donos da viação não foram localizados. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .

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